Atenção: este post contém informações extremamente úteis e relevantes, que fará você refletir por bastante tempo. Leia com cuidado e cautela.
Nossa, mas me deu uma vontade de escrever agora. São 02:15 da manhã, e estou deitado na minha caminha aqui na Alemanha, parcialmente coberto e com o laptop aquecendo lentamente a minha barriga.
Para o meu azar (ou será sorte?) a internet sem fio não funciona na minha cama. É como se houvesse um escudo de plasma exatamente ao redor dela, pois se eu levantar o laptop com um braço e erguer um metro para a direita, eu entro novamente na área de alcance.
Mas o texto que eu tenho em mente não tem nava a ver com o que eu falei acima. Nem com o incêndio (sério, juro) que eu iria causar se ao invés de abrir o bloco de notas para digitar essas baboseiras eu tivesse ido dormir. Conto isso depois, não quero desviar do meu foco.
Desde de que me mudei para a minha segunda (e atual) família do intercâmbio eu estou querendo escrever este texto. Para ser mais específico, desde que eu entrei pela primeira vez no banheiro desta casa.
Observações sobre banheiros
Curiosidade Cultural
Vou começar a história com uma curiosidade cultural. Aqui na Alemanha a letra W é falada da mesma maneira que falamos o V no Brasil. Por sua vez, o V do alemão vira “fáu”.
Bê-eme-dábliu vira Bê-eme-vê, dê-vê-dê vira dê-fáu-dê, e assim por diante. Dábliu-cê se transforma em vê-cê. Vê cê não confunde, hein.
Os problemas
Quase toda vez que eu entrava em um banheiro no Brasil, e nos primeiros meses aqui na Alemanha, duas coisas pertubavam a minha mente. Primeiro, o fato de que não importa se você fez cocô ou xixí, você aperta aquela descarga e usa a mesma quantidade de água e de vazão (água/tempo), mesmo sabendo que em um dos casos você precisa de uma quantidade significantemente menor do que no outro.
A segunda coisa que preenchia o meu pensamento era: como fazer xixí exatamente no vaso, sem nenhuma possibilidade de errar e mijar o chão/tapete/vaso/calça? Digo, isso é totalmente anti-higiênico e é o principal motivo de discussão entre os homens e as mulheres (quando o assunto é banheiro). O segundo motivo de briga também deriva deste problema, já que se não houvese nenhum chance de urinar fora da privada, não existiria a famosa “tampa do vaso”, que as mulheres reclamam quando alguém a deixa levantada.
Por falar em mulheres, elas devem pensar que a gente erra o alvo de propósito, ou por sermos descuidadosos. Elas devem achar que basta mirar direito e pronto. Acontece que para nós, grande parte da população masculina que não foi circundiada, não é tão fácil assim. Para isso vou usar uma comparação que lí em um blog (HBDia.com) e achei perfeita. Por representar exatamente o que eu quero dizer, para homenagear um dos meus blogs preferidos e por pura preguiça minha de escrever a mesma idéia mas com outras palavras, citarei exatamente as palavras do autor do blog, Israel “Kid” Nobre:
[...] vocês já brincaram com uma mangueira. Lembra o que acontecia quando você bloqueava o fluxo da água com o polegar? Então, dependendo do diâmetro da abertura que seu dedo permitia, o jato de água se tornava completamente errático e imprevisível, não é?
A mesma coisa acontece com a gente. [...]
Viram? É muito mais difícil do que vocês imaginam.
Resumindo, temos: Problema 1, desperdício de água pelo fato de usarmos a mesma quantidade de água para xixí e cocô. Problema 2, acabar com o xixí fora do vaso. Felizmente esses problemas agora fazem parte do passado e não atormentam mais a minha mente.
As pessoas sempre dizem que intercâmbio serve para conhecer outras línguas, outras pessoas, outras culturas… O que ninguém nunca tinha me dito é que intercâmbio também é uma ótima oportunidade para conhecer novas privadas.
As Soluções
Uma das soluções que eu tinha pensado era: mictórios em todas as casas. Pense bem: além da descarga do mictório necessitar de menos água, eles são maiores e mais altos, o que torna muito, mas muito difícil um homem conseguir errar a mira. Dois coelhos com uma mijada só, diria algum engraçadinho. Claro, nem tudo é perfeito. Pontos negativos: preço (um mictório custa, pelo menos, R$ 150) e menos espaço no banheiro.
Outras soluções (não tão eficientes) que vieram à minha cabeça foram, por exemplo, aumentar a altura do vaso, ou aumentar o diâmetro dele. Fato que quanto mais longe o vaso estiver do nosso membro, maior vai ser a disperção do líquido. Pesquisando na Intenet sobre o problema, também encontrei um artigo de um médico que sugere fazermos xixi na pia, o que também economizaria água da discarga.
Mas o que eu encontrei aqui na Alemanha também resolve os problemas, de forma mais simples e barata.
Se sentar ou não se sentar? Eis a questão!
Basta se sentar na privada que os problemas de higiene são resolvidos. Simples, não? Imaginem como os banheiros públicos seriam mais limpos (pelo menos o chão) se todos os homens se sentassem no vaso sanitário? Admito que no começo achei bem estranho, afinal, tem uma frase no meu código genético que diz com letras grandes e garrafais a posição em que eu devo excretar meus resíduos líquidos, e essa posição é EM PÉ. Mas logo logo a pessoa se acostuma e vê que não tem nada de errado nisso. Pelo contrário.
Após notar como este método é eficiente e confortável, fica a pergunta: “como eu não pensei nisso antes?”. Na verdade algumas pessoas até pensam nisso em algum ponto na vida, mas por vergonha ou qualquer outro motivo banal, acabam não fazendo isso.
Procurando – sem sucesso – na internet o motivo e a origem evolutiva que fez os homens se acostumarem a urinar em pé, achei algumas coisas bem interessantes, como por exemplo, o MAPSU – Mother Against Peeing Standing Up (Mães Contra Urinar em Pé). Também encontrei uma discussão bem interessante em um fórum, criado por um rapaz cuja namorada pediu para que ele passasse a se sentar na hora de urinar, por motivos higiênicos. Ainda uma entrada em um blog, com uma extensa discussão acontecendo nos comentários e alguns depoimentos de pessoas que “saíram do armário”.
Ah, a Internet. Se não fosse por ela, eu nunca iria entrar este tópico neste fórum aqui, listando as “Regras de Etiqueta Ao Ir Ao Banheiro” da Religião Islã. Elas vão desde: “ao urinar e defecar é proibido usar a mão direita“, passando por “é proibido entrar no banheiro com o Alcorão” até “ao urinar, balance o seu membro 3 vezes“. Todas são baseadas em trechos do Alcorão.
Também tem dizendo no Alcorão que Aicha, a terceira esposa do profeta Maomé, viu ele urinando sentado. Claro, isso já é o suficiente para que isso se torne mais uma regra que deve ser respeitada pelos seguidores da religião, e considerando que o Islamismo é a seguda maior religião do mundo e a que mais cresce, com cerca de 1.5 bilhão de “membros”, tem muito mais gente que faz o “número 1″ sentado do que eu imaginava.
Quem não poderia estar por fora são os Japoneses, que tem uma sociedade que parece sempre estar décadas a nossa frente. Uma pesquisa encomendada pela Fuji TV News mostra que no ano de 2007 cerca de 49% dos Japoneses se sentavam para fazer xixi, 34% a mais que 1999. Lembrando que o Japão sempre foi um exemplo em disciplina e educação. Como é que essas notícias extremamente relevantes não são publicadas no Jornal Nacional ou coisa do tipo?
Pode até parecer estranho o que eu vou falar, mas eu te desafio a experimentar pelo menos uma vez o ato de urinar sentado no vaso. Eu acho que o mundo será um lugar um pouquinho mais limpo se você passar a fazer isso (ahaha). Não tem nada de afeminado nisso, acredite.
Algumas motivos para que você venha para o lado negro limpo da força:
- Menos trabalho limpando o banheiro (seja você ou sua mãe/mulher/empregada).
- É mais relaxante.
- Se você perceber que precisa fazer o número 2, você já vai estar pronto!
- Seu banheiro vai cheirar melhor, pois ao urinar em pé o líquido acumula mais energia potencial no percurso e ao bater no vaso sanitário micropartículas evaporam-se. Só dá para perceber ao longo do tempo, a medida que a quantidade de micropartículas no ar aumentam.
- É mais silencioso. Conheco pessoas que se envergonham quando outras pessoas escutam o barulhinho da urina batendo na água (né Euriko?).
- Não precisa mais ficar levantando/abaixando a tampa do vaso (+10 pontos no seu relacionamento com sua mãe/irmã/mulher).
- Os motivos acima não só irão agradar você, como também outras pessoas que utilizam o banheiro! Deixe de ser egoísta e pense também naqueles que limpam o lugar para você.
- Se você usa óculos e geralmente acorda no meio da noite para ir ao banheiro, agora não vai mais precisar procurar os óculos no escuro apenas para urinar!
- E por último, por quê não?
Ok, o problema de errar a mira ao urinar já foi bastante discutido e a solução foi achada: basta se sentar. Mas não sei se vocês se lembram, ainda falta a solução do outro problema: desperdício de água ao usar a mesma quantidade de água na descarga para xixí e para cocô!
Descarga dupla e Descarga “Sensível ao Toque”
As privadas “antigas” – a maioria das que eu usei no Brasil – tem um funcionamento bem simples: uma caixa d’água, acima da privada, com um buraco e uma tampa tampando (duh) o buraco. Quando você puxa a cordinha, a tampa é levantada e toda a água da caixa cai (gravidade) no vaso sanitário. Algumas variações podem ocorrer, como por exemplo, ao invés de cordinha uma alavanca do lado, ou um botão, mas as privadas do que eu chamarei de “Primeira Geração” funcionam assim. Uma vez ativada e toda a água armazenada é despejada.
Apresento para vocês os vasos sanitários da “Segunda Geração“. Admito que nem todos os banheiros aqui da Europa a utilizam, mas a iniciativa já foi tomada e é só uma questão de tempo. Inclusive em alguns países, como na Austrália, existe leis obrigando as novas casas a usarem essas descargas, chamadas de Dual Flush.
Criadas em 1980 na Austrália, este tipo de privada possui dois botões para descarga, lidando com excreções líquidas e sólidas de maneira diferente. Geralmente os botões são diferenciados pelo tamanho (Europa), onde, obviamente o menor significa menos água, e deve ser utilizado quando você fizer xixi. Entretanto também existe modelos onde os dois botões são do mesmo tamanho, porém cada um possui um desenho de identificação bem simples de entender.
Ao ser testada pela primeira vez, utilizando 11 litros para a descarga principal e 5.5 litros para a descarga secundária, a economia foi de aproximadamente 32.000 litros por ano, em cada casa. Nada mal, hein?
Hoje em dia a maioria das privadas Dual Flush utilizam uma descarga de 6 litros para lidar com sólidos e uma de 3 litros para líquidos. O segredo para diminuir a quantidade de água necessária foi a utilização de um sistema de ar pressurizado, que faz com que a água armazenada na caixa desça de forma mais rápida e e com mais força (vazão maior).
Um outro sistema que encontro frequentemente aqui e que também resolve o problema é o que eu chamo de “Descarga Sensível ao Toque”, e é exatamente a que eu tenho no banheiro aqui de casa. Ao invés de ter 2 botões ela tem um botão único (ou uma coisa que você puxa) mas que permite você controlar a duração do fluxo de água. Fez xixi? Aperta (ou puxa) só um pouquinho e problema resolvido.
Conclusão
Após meses querendo escrever sobre isso, finalmente falei tudo que queria: urinar sentado e privadas que economizam água. Pare um pouco e reflita sobre as vantagens de se sentar ao urinar. Se possível debata com pessoas ao redor sobre este tema pouco comentado pela sociedade.
Ao encontrar privadas com 2 botões de descargas, preste atenção para apertar o botão certo. Se os dois forem do mesmo tamanho, procure “ícones” que indiquem qual é qual. Na hora de construir/reformar sua casa, lembre-se dos tipos de privadas que existem e como elas economizam água de forma bem eficiente, tornando sua conta de água mais barata e deixando um pouquinho mais (água e dinheiro) para as futuras gerações.
Para finalizar, curiosidades em forma de “bônus”.
Bônus
Japoneses e suas vasos sanitários high-tech
Como eu disse anteriormente, o Japão parece estar (tecnologicamente falando) anos a nossa frente. Lá, as chamadas Washlets (vasos sanitários eletrônicos) são extremamente populares e contam claro, com o sistema Dual Flush. Ao invés de dois botões a maioria possue uma espécie de alavanca, que se puxado em uma direção libera o fluxo inteiro, e se puxado na outra libera apenas metade.
Acontece que lá as privadas que limpam a sua bunda, jogando jatos d’água de baixo para cima. Você pode ajustar o ângulo do jato d’água, além da temperatura da água que é jogada. Claro, isso tudo seria inútil se não fosse liberado um arzinho quente depois para secar as suas nádegas. Algumas delas também tem uma torneira bem acima da caixa d’água da discarga, assim você economiza mais água ainda, pois a água da tornera desce direto para o tanque que vai ser utilizado na descarga.
Modelos de luxo também contam com ajuste de temperatura do assento, simulação de barulho de água escorrendo (sem brincadeira) e integração com sistema de ventilação no banheiro. Basta apertar um botão e todo o ar do banheiro é renovado.
O uso de um controle remoto sem fio para controlar tudo isso também vem se popularizando cada vem mais!
Vaso Sanitário “concha”
Ah, o controverso vaso “concha”. Adorado por uns, odiado por outros. Esse tipo de privada foi inventado aqui na Alemanha há algumas decadas, mas hoje em dia não são mais tão populares quanto antigamente. Sua principal diferença é que o cocô não cai diretamente na água, e sim na porcelana.
O vaso foi criado por um médico e vendido com a premissa de que agora (ou melhor, na época) as pessoas poderiam “analisar” melhor as suas fezes, verificando a cor (muito escuro significa pouco sangue, pode ser câncer, etc) e até mesmo a presença de vermes. Sem contar que no caso de seu médico pedir uma amostra das suas fezes, fica muito mais fácil com este vaso.
Como bônus temos a eliminação total do risco de receber “respingos” na bunda na hora de fazer o número 2, o que é meio nojento em banheiros públicos. Este vaso também incentiva os homens a urinarem sentados, pois se você fizer isto em pé seu xixi vai respingar para tudo quanto é lado.
A desvantagem é que dependendo do estado físico do seu cocô a melequeira pode ser grande e alguns resíduos podem permanecer na cerâmica mesmo após a descarga. Uma das soluções que lí na Internet foi colocar uma tira de papel higiênico na porcelana exatamente onde o cocô vai bater. Lembrando que aqui na Europa a gente joga o papel higiênico (usado) de toda forma na privada.
Privada que se limpa sozinha
Voltando de carro de Paris, onde passei uma semana com minha segunda família anfitriã, paramos em um posto de gasolina e eu aproveitei para ir ao banheiro. Após esvaziar a bexiga, procurei sem sucesso o botão ou alavanca para dar descarga. Me senti um matuto, sem saber como dar descarga em um vaso sanitário, até que quando eu já tinha desistido e estava saindo do banheiro, o meu movimento ativou o sensor de descarga automática.
Comecei a escutar um barulho que chamou a minha atenção e me fez voltar para olhar o que era. Para a minha surpresa, o vaso estava se limpando sozinho. Preparado que sou, tirei a minha câmera do bolso e registrei este momento quase que “mágico”.
Essa coisa azul no meio se extende para fora com cerdas na parte de baixo e provavelmente detergente, e a “tampa do vaso” dá uma volta de 360 graus em torno de sí mesma, o que faz com que toda a sua extensão tenha passado pelo treco azul. Muito interessante. Mas tudo isso tem um custo. Paguei 50 centavos de Euro na entrada, que depois foram abatidos em forma de desconto na lojinha de conveniência. Se você não estiver a fim de comprar nada na hora você recebe um ticket que pode ser usado em qualquer outro posto de gasolina que utilize o sitema da mesma empresa no banheiro.
Banheiros públicos automáticos
Nesta mesma viagem (Paris) também conheci o banheiro público automático. Procurando na Internet descobri que na Austrália os banheiros públicos funcionam da mesma maneira.
Do lado ele tem umas luzinhas indicando se está livre, ocupado ou em limpeza, e um botão cinza que abre a porta caso ele esteja livre. Caso precise, um outro botão cinza do lado de dentro lhe fornece papel higiênico (1 quadradinho por vez). É importante notar que eles também não tem botão para descarga. Ao invés disso, para utilizar a descarga você precisa primeiro colocar as mãos na pia (ativando o sensor de movimento da torneira), depois, do lado direito, colocar a mão de baixo do sabonete líquido (ativando o sensor de movimento do sabonete líquido) e por último, ao ativar a torneira pela segunda vez para tirar o sabonete das mãos, a descarga é finalmente ativada. Isso tudo para incentivar as pessoas a lavarem as mãos.
Quando você sai do banheiro ele entra no modo de limpeza e se auto-lava por dentro. Não tenho certeza, mas a impressão que dá é que isso gasta muito água, e principalmente tempo. Quando tem uma fila de gente querendo usar, parece que demora uma eternidade. Pelo menos funciona e é limpo.
Para evitar uso indevido de casais que querem um pouco de privacidade, após 9 minutos ocupado o banheiro emite um aviso sonoro do lado de dentro. Se mesmo assim a(s) pessoa(s) não resolverem sair, depois de 10 minutos um alarme sonoro bem alto é ativado e as portas se abrem.
Xixi no Banho
Para terminar este enorme post que me rendeu muito aprendizado, não podia faltar a campanha que ví há alguns meses na Internet: Xixi no Banho! O site (http://xixinobanho.org.br) é bem animado e pede para que você passe a fazer xixi no banho, o que economizaria pelo menos 1 descarga por dia. Mas claro, você terá que fazer xixi enquanto se ensaboa ou lava o cabelo, pois se você demorar mais no banho por causa do xixi provavelmente terá sido tudo em vão. Em todo caso, recomendo a visita ao site, pois o “design” do site faz valer a pena.
FIM
É isso. Após mais de 3300 palavras, este post finalmente chega ao fim. Demorei alguns dias para escrever, mas confesso que aprendi muito aqui. Comentários e críticas são apreciados, pois esta é a forma que você tem de apreciar o trabalho que eu tive escrevendo aqui. Gostaria de ouvir alguns pontos negativos sobre fazer xixi sentado, pois não consegui pensar em nenhum. Também seria legal ouvir opinião daqueles que se sentam, ou daqueles que não se sentam e o porquê disso. Se você já usou alguma privada diferente das que eu citei, por favor comente também.
Parabéns por ter lido até o final, e obrigado pelo tempo gasto.
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Fernando Brito, ótimo texto, mas fica a dica:
evite ao máximo de sentar no vaso em lugares públicos, mesmo para fazer o “number two”.É ingenuidade pressupor a limpeza alheia, e o risco de doenças é ALTO.Ponha uma cobertura de papel para sentar ou agache, mas não corra riscos.
E jamais ponha os pés na louça!
Flor, não recebi esse email, mas pôr os pés na louça do vaso é uma TEMERIDADE.Ao longo do tempo, e com muitas “bundas” sendo sentadas, o vaso sanitário vai tendo microfraturas(invisíveis a olho nu), quando vc agacha em cima da louça, vc distribuirá seu peso nos dois pés.Mesmo uma mulher de 50 KG pode detonar uma louça pois em cada pé estarão 25KG de pressão em uma área muito pequena da louça(mulheres tem pé pequeno).
A chance de fratura da louça é MUITO ALTA.