6 Minutos e Como Eu Perdi o Meu Voo

6 Minutos. 360 segundos. A décima parte de uma hora. O suficiente apenas para escutar uma música e metade de outra. Mas também o suficiente para ter feito eu perder o meu voo.

Salvador Dali

Salvador Dali e seu famoso relógio que se derrete.

Sim, isso mesmo que você leu. Eu perdi o meu voo de intercâmbio para a Alemanha, por causa de 6 minutos. Na verdade esquecemos um documento muito importante em casa, e ele só chegou ao aeroporto 6 minutos depois que as portas do avião haviam sido fechadas.

O primeiro erro foi ter saído de casa com pressa. Já dizia o ditado: “a pressa é inimiga da perfeição”. Apesar da perfeição não existir, eu hei de concordar com o ditado: a pressa realmente é inimiga das coisas bem feitas.  Eis que em um minuto estávamos almoçando tranquilamente, e no outro, tínhamos 20 minutos para acabar o almoço e correr para o aeroporto.

O segundo erro foi ter saído em cima da hora. Chegamos mais ou menos no horário recomendado: 1 hora antes do voo. Como o aeroporto é um pouco longe da nossa casa e o voo internacional, o mais correto seria ter chegado com no mínimo 2 horas de antecedência, adicionando uma margem de segurança para evitar problemas como esse.

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Check-in.

Enfim… Quando chegamos no aeroporto, o mesmo estava um pouco mais cheio que o usual (verão, férias…). Seguimos diretamente para a fila de check-in da TAM, sem saber o que nos aguardava. Fomos rapidamente atendidos: abri a minha mochila e entreguei o ticket e o passaporte. Tudo estava indo bem, até o funcionário da companhia perguntar minha idade e pedir a autorização de viagem para menores desacompanhado.

Sim, claro! A autorização. Ela estava na lista de documentos necessários que recebemos da agência de viagem. Consiste de um modelo com os dados dos meus pais, suas respectivas assinaturas e o nome da companhia aérea, autorizando-me a viajar desacompanhado. O problema é que as assinaturas precisam ser reconhecidas em cartório. Ah, e são duas vias. Mas sem problema, pois nós já havíamos providenciado essas coisas na semana passada.

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Galerinha que foi me deixar no aeroporto, acreditando que iriam passar 1 ano sem me ver (todos felizes).

Tudo me levava a crer que essas autorizações estavam na minha mochila. Dias antes, enquanto organizava a mala, coloquei todos os documentos necessários dentro de um envelope, onde eu havia escrito em letras garrafais: DOCUMENTOS. Esse envelope ficava dentro de uma pasta, dentro da minha mochila. Mas ainda não sei como, essa pasta não estava mais onde eu a tinha guardado.

Ao percebemos o tamanho do problema, ligamos imediatamente para casa. A mulher que trabalha lá atendeu e constatou que nós realmente havíamos esquecido esse envelope em casa. Na mesma hora ligamos para um táxi e pedimos para ele ir à nossa casa buscar esses documentos, o mais rápido possível.

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Ligação para o táxi.

Mas infelizmente não deu. O táxi chegou apenas 6 minutos depois dos portões terem se fechados, o que me fez perder o voo. Ainda fomos atrás de um voo que saísse mais tarde, ou então de Recife, mas como é verão e época de férias, tudo estava lotado. Na agência da TAM que se encontra no aeroporto, o mais próximo que conseguimos foi um voo para o dia 22, oito dias depois!

Os dias que se sucederam foram preenchidos por ligações a cada meia hora, seja para a TAM, seja para agências de viagens. Depois de muito esforço, conseguimos remarcar do dia 22 para o dia 20, e depois para o dia 19 (amanhã).

Vou sair de João Pessoa no dia 19 e chegar em Frankfurt no dia 20. Minha família ainda está verificando se eu vou para o curso nas montanhas no dia 20, ou no dia 21, por causa do cansaço das 11:30h de viagem entre Guarulhos e Frankfurt. Independente disso, acho que vai demorar um pouco para o meu próximo post!

Sei que não adianta “chorar sobre o leite achocolatado derramado”, mas foi meio chato não poder embarcar por causa que eu não tinha presente no exato momento um documento que servia como autorização para viajar desacompanhado dos meus pais. O pior é que ambos estavam no aeroporto, permitindo a minha viagem, mas o problema maior foi a burocracia: o documento precisa ter firma reconhecida por autenticidade em cartório. Será que custa tanto assim ter um cartório de plantão no aeroporto? :S

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É galerinha, não foi desta vez :(

Pelo menos fica a lição que eu não esquecerei nem tão cedo: por mais certeza que você tenha, verifique novamente seus documentos antes de uma viagem. Como dizia uma outra mulher que trabalhou aqui em casa: “eles podem ter criado perninhas e saído voando!”

E para encerrar este post gigante, uma imagem bônus:

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Eu, após descobrir que havia perdido o meu voo. (Crédito: The Scream - Edvard Munch)

Se você não entendeu, desligue o computador e vá ler um livro visitar um museu!

2 thoughts on “6 Minutos e Como Eu Perdi o Meu Voo

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